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A Associação dos Amigos do Museu do Douro na Rota de Cister

No passado Domingo, 15 de Junho, com a participação de cerca de quatro dezenas de Amigos, as margens largas do Varosa foram cruzadas numa revisitação às medievas terras dos monges de S. Bernardo, espaço onde os cistercienses iniciaram o seu trabalho espiritual e material em Portugal, nos idos de 1143 (S. João de Tarouca), deixando, para o Douro e para a história, exemplos maiores de eficácia administrativa, de desenvolvimento técnico agrícola, particularmente no aperfeiçoamento e expansão da vitivinicultura, e vestígios patrimoniais de um valor histórico e artístico que contrasta com a tímida atenção “oficial” que lhes tem sido dedicada.

O dia teve o seu “prefácio” no percurso pedestre pelos 3 Km. da calçada medieval que liga Valdigem a Sande. Uma programada paragem, a meio da travessia da ponte românica que vence o Varosa, proporcionou a leitura de um fragmento de um conto inscrito na obra «Sangue Plebeu», de Pina de Morais (Valdigem, 1889 - Foz do Douro, 1953), que, pela voz do amigo Gaspar Martins Pereira, foi sentida como a legenda perfeita daquele cenário de abruptas e negras escarpas graníticas despenhando-se sobre o rio, que o povo baptizou e o autor perpetuou como sendo o “tribunal das audiências do diabo”.

O passeio contou, ainda, com: uma passagem pelo centro histórico de Lamego, o Bairro da Ponte (para além da cidadela do Castelo e do núcleo da Sé), como muito bem acentuou Ricardo Teixeira; uma visita guiada pelo ao Mosteiro de S. João de Tarouca pelo Lino Tavares Dias e uma paragem na ponte fortificada de Ucanha, tendo Maria Amélia Albuquerque explicado a sua imponência estética, politica e fiscal.

O requintado almoço foi servido na casa dos amigos António Carlos e Ana Maria Pinto Ribeiro (Quinta de Santa Cruz). No final, Frei Geraldo Coelho Dias OSB (sigla conhecida, mas que poderíamos traduzir aqui por, ofuscante sábio beneditino), trouxe, por palavras, a quatrocentista Ordem de Cister de novo à região.

A última etapa do programa compreendeu uma visita à Casa do Paço de Delvares, local onde estão instalados o Museu e a Confraria do Espumante.
Foi portanto com uma flute de espumante da região do Távora-Varosa, na mão de cada um dos participantes do passeio cultural dos Amigos do Museu do Douro, que se brindou … a tudo aquilo que merece um brinde no Douro. 


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