
Joseph James Forrester foi um precursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, cartografia e fotografia. Este escocês foi um homem com uma visão grandiosa do Douro. O seu contributo para o desenvolvimento do Douro Vinhateiro ainda hoje se faz sentir, nomeadamente na cartografia (autor do primeiro mapa sobre a Região Demarcada do Douro) e no desenvolvimento da própria actividade vitivinícola. Em grande parte graças às inovações introduzidas por este escocês, o Douro assumiu, durante o séc. XIX, uma grande importância no comércio internacional de vinhos.
A exposição levada a cabo pelo Museu do Douro é exemplificativa do percurso de um jovem escocês que se apaixonou pelo Douro. É objectivo do Museu do Douro facultar um contacto directo dos visitantes com a figura e espólio de J. J. Forrester. É a oportunidade para a divulgação de obras, algumas das quais expostas pela primeira vez, que integram acervos nacionais e estrangeiros, particulares e públicos.
Esta exposição temática visa evocar o percurso do Barão de Forrester desde a sua chegada ao Porto, em 1831, até à sua morte, no Cachão da Valeira (São João da Pesqueira), em 1861. Aborda momentos significativos da sua vida na comunidade britânica do Porto, bem como a sua participação na vida social e política portuguesa de então, tanto na qualidade de comerciante, produtor e viticultor, como pelo seu interesse pela cartografia, pintura e fotografia.
Sobre esta figura já foram realizadas duas exposições, em 1930 e em 1961. Com a exposição de 2008, o Museu do Douro pretende trazer ao conhecimento do público os recentes estudos historiográficos da relação de J. J. Forrester com o Douro e com a história liberal portuguesa, a cartografia, a arte e a fotografia.
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