
A sede do Museu do Douro, um projecto de desenvolvimento regional, âncora para o Alto Douro Vinhateiro, inaugurou dia 20 de Dezembro, sete anos depois desta região de vinhedos construída a pulso por milhares de homens grandiosos ter sido consagrada pela UNESCO como Património Mundial.
CASA DA COMPANHIA: HISTÓRIA DE UM EDIFÍCIO
Edifício verdadeiramente emblemático do Douro setecentista, o edifício da Casa da Companhia foi fruído ao longo de mais de um século como centro de vinificação e armazenamento, além de sala de audiências para julgamento pontual de infracções perpetradas contra a principal actividade da região: a vinícola.
A Casa da Companhia é um dos edifícios mais emblemáticos do Douro setecentista. Foi, ao longo de mais de um século (1756-1865), a sede da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, instituída pelo Alvará Régio de 10 de Setembro de 1756, por pressão dos grandes produtores durienses junto do Governo de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal.
Ao longo deste período, a Casa da Companhia serviu a região vinhateira como centro de vinificação e armazenamento, dotada de amplos poderes públicos, instituindo a região demarcada do Douro, regulando e disciplinando a produção e o comércio de vinhos, com jurisdição própria, constituindo-se mesmo em tribunal para julgamento pontual de infracções perpetradas contra a principal actividade da região: a vinícola.
Especificamente estruturado para as principais actividades desenvolvidas no seu interior, o edifício da "Casa da Companhia Velha" foi construído como um longo armazém de corpo único constituído por dois registos ritmados pelo rasgamento de várias janelas e pelos acessos ao piso inferior, particularmente destinado ao armazenamento dos produtos vitícolas, e ao piso superior, efectuado através de uma escadaria exterior, onde se concentravam os respectivos serviços administrativos da "Real Companhia Velha".
A Casa da Companhia renasce agora para voltar a servir a região duriense, mas com uma nova vocação, desta vez, turístico-cultural, passando a albergar a sede do Museu do Douro, um dos projectos mais ambiciosos do actual Alto Douro vinhateiro.
A sede do Museu do Douro passa a ser o local por excelência de acolhimento e de apresentação da memória, cultura e tradição da mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo. Será o melhor local para qualquer visitante perceber a história e a grandiosidade do Douro e sentir o imperativo de partir à sua descoberta.
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