
Pretende-se mobilizar as escolas, tocar e revelar vivências e memórias pessoais «com o rio ao fundo». Ao longo do ano, num garrafão inspirado nos velhos garrafões de aguardente, será pedido às crianças e jovens que recriem lá dentro a identidade do seu Douro, que construam uma cápsula ou um relicário de lembranças e imaginários que depois virá para a Exposição Final do Projecto no Museu.
A exposição «Rios Douro», da qual este projecto faz parte, propõe o rio como «Estrada de Água», como «Estrada de Ferro» e como «Estrada das Turbinas». Três metáforas possíveis para perceber os diferentes caminhos do rio. A partir destas metáforas podem-se construir sentidos que reflectem muito daquilo que são as expectativas, os consensos ou os desacordos sobre o que é ou pode ser o rio: estrada para turistas, preocupação de ambientalistas, fonte de energia renovável, infra-estrutura de transporte, santuário de biodiversidade e patrimónios culturais, ligação ou fronteira entre lugares.
O rio pensado e vivido a partir destes pontos de vista permite aos alunos e professores o encontro com pesquisas, registo de vivências e procura de outras que mais se adequam aos seus processos e trajectórias de trabalho.
O projecto educativo «Meu Douro» é concebido por Álvaro Domingues e integra a Exposição «Rios Douro», comissariada por Álvaro Domingues, Lúcia Rosas e Teresa Soeiro.
Ficha de inscrição
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