Programação

Exposição «Rio Douro»


Na programação do edifício sede do Museu do Douro cabe a homenagem a grandes figuras que moldaram o território.
O Rio Douro é também um actor, talvez o principal, assim, e cumprindo o principal objectivo estatutário da Fundação Museu do Douro «...instalação, manutenção e gestão do Museu da Região do Douro...» é nossa intenção, neste primeiro ano de funcionamento, apostar numa programação expositiva de grandes dimensões.

Tendo, também, em conta os objectivos que nos são impostos por Lei e a intenção de desenvolver, dinamizar e promover o Museu do Douro enquanto agente fundamental para o desenvolvimento cultural da região e a sua projecção a nível nacional e internacional, propomo-nos inaugurar, no edifício sede, uma grande exposição sobre o Rio Douro.

Este programa expositivo será comissariado pelo Eng.º Luís Braga da Cruz e a sua coordenação científica integra o Prof. Doutor Álvaro Domingues, a Prof.ª Doutora Lúcia Rosas e a Prof.ª Doutora Teresa Soeiro.

Esta exposição, dividida em dois grandes momentos, compreende as seguintes acções:
I - «A estética do Rio Douro», a partir de 16 de Dezembro de 2009 é composta num primeiro momento por cinco exposições. 

a. Exposição «Mestre Joaquim Lopes - Douro»
Partindo do espólio da Casa do Douro, onde se conservam nove telas do pintor Joaquim Lopes (1886-1956), organizou-se uma exposição evocativa deste vulto da história da arte portuguesa onde se incluem outras obras do autor existentes em colecções portuguesas, públicas e privadas, relacionadas com o rio Douro, com as suas paisagens e gentes, sendo para tal criada uma viagem pelo curso do rio desde Miranda até à Foz, locais de eleição deste mestre de pintura.
Esta exposição terá igualmente uma componente mais didáctica, apresentando-se os resultados da intervenção de conservação e restauro realizada pelo Serviço de Museologia do Museu do Douro.
- Divulgar a figura de Joaquim Lopes relacionada com o rio Douro, um mestre da pintura da primeira metade do século XX, pouco conhecido do grande público e cuja obra se encontra disseminada por diversos museus nacionais e internacionais, além das inúmeras colecções privadas
- Evidenciar as múltiplas realidades/facetas que o rio Douro possui durante o seu curso, não só patentes na paisagem natural, agrícola e construída, mas igualmente nos costumes, nos trajos, nos rostos dos seus habitantes - os rios Douro; 
- Apresentar publicamente a colecção de panneaux da Casa do Douro, cujo debilitado estado de conservação punha em causa a sua preservação futura, focando as diferentes etapas do processo de restauro que sofreram;
- Contribuir para a criação de uma maior sensibilização dos nossos visitantes para a importância da conservação e preservação do património; 
- Dar a conhecer ao público de diferentes faixas etárias distintas técnicas de pintura e desenho, bem como o processo criativo do autor através dos inúmeros esquissos e estudos
O Comissariado estará a cargo de Natália Fauvrelle. Os autores que irão escrever para o catálogo são: Matilde Tomaz do Couto, Natália Fauvrelle, Cláudia Garradas, Carlos Mota, Rui Afonso Santos, Alcina Silva, Delfim Sousa e Carla Carvalho Tavares.

b. Exposição «Faina Fluvial no Douro»
No núcleo «Faina Fluvial no Douro» pretende-se apresentar uma visão estética do rio Douro, através de um conjunto de obras de cinco artistas plásticos da Escola de Belas-Artes do Porto. O tema da Faina Fluvial foi abordado pela Escola durante as Provas dos Concursos para Professores de Arquitectura, Urbanologia, Pintura, Escultura e Desenho em 1962-1963, neste concurso participaram os pintores Amândio Silva, Augusto Gomes, Guilherme Camarinha, Júlio Resende e Sousa Felgueiras. Esta acção será realizada em parceria com a Cooperativa Árvore e Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.

O Comissariado será composto por: Álvaro Domingues, Lúcia Rosas e Teresa Soeiro. Os textos são da autoria de Fernando Maia Pinto, Laura Castro, Lúcia Rosas e Márcia Barros.

c. Exposição de Manuel Casal Aguiar
Na continuidade do programa de exposições que têm vindo a ser desenvolvido no Museu do Douro, apresentamos a exposição de Manuel Casal Aguiar, mantendo a mesma estrutura base que caracterizou este projecto desde o inicio, temos como objectivo criar um ciclo de exposições de artistas da Escola Superior de Belas Artes do Porto. Sabemos que as exposições retrospectivas são instrumentos fundamentais para fazer avançar a pesquisa histórica e constituem pretextos incontornáveis para a releitura do passado de um ponto de vista já distanciado de circunstâncias conjunturais. A exposição prevista, apoia-se num catálogo da obra exposta, que dará certamente uma imagem completa dos seus trabalhos e contribuirá para uma interpretação actualizada da sua produção.
O Comissário desta exposição é Manuel Casal Aguiar e os textos são da responsabilidade de Fernando Maia Pinto, Laura Castro, Manuel Casal Aguiar e Márcia Barros.

d. Acção de recuperação de Barco Rabelo 

e. Exposição «Lixa Filgueiras» a inaugurar a 18 de Maio 2010

II - «Rio Douro», a partir de 18 de Maio de 2010
Se nos abstrairmos de certas poéticas quase mitológicas sobre o que é que são os rios, facilmente nos damos conta que tais identidades não existem, ou se quisermos, existem apenas como relatos possíveis de múltiplas construções identitárias que o tempo e a geografia, a história e as culturas vão mudando. Por paradoxal que pareça, à permanência do rio Douro e da sua geografia física (apesar das mudanças que tem registado), correspondem diferentes modos de representar, diferentes imagens através das quais se representam e comunicam realidades sociais igualmente diferentes. O rio é (sobretudo) uma construção cultural sucessivamente reconstruída a partir de ideias recorrentes ou totalmente novas. «Rios Douro» é uma exposição que pretende revelar esse caleidoscópio identitário e por isso rios se escreve no plural. Contrariamente à repetição de certos lugares comuns sobre a pretensa unidade do rio, a única unidade que fica é a palavra Douro e a força encantatória que com ela se invoca. Dada a variedade de temas que têm que ser expostos será esta exposição dividida em momentos em que o espólio e a apresentação são alterados quer adicionando novos elementos quer apresentando novas perspectivas no decorrer do período em que está aberta ao público. Deste modo, a exposição «Rios Douro» vai evoluindo com a apresentação de conteúdos diferentes durante o seu período de vida. Num primeiro tempo serão aspectos pictóricos ligados ao Douro. A exposição «Lixa Filgueiras» integrará um segundo momento da exposição «Rios Douro». A 18 de Maio de 2010 o discurso expositivo será novo integrando o Douro dos Engenheiros, das barragens, do caminho de ferro, da estética, do sagrado, etc..

Este programa expositivo descrito integra a edição e lançamento de um conjunto de catálogos que passamos a enumerar:

a. Catálogo/livro «Lixa Filgueiras»: Editado no âmbito da exposição sobre Arqt.º Lixa Filgueiras;
b. Catálogo/livro «Mestre Joaquim Lopes - Douro»: Editado no âmbito da exposição sobre o Mestre Joaquim Lopes;
c. Catálogo/livro «Faina Fluvial no Douro»: Editado no âmbito da exposição com o mesmo nome;
d. Catálogo de Manuel Casal Aguiar: Edição e lançamento do catálogo relativo à exposição do Pintor Manuel Casal Aguiar;
e. Fauna e Flora do Rio: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro»;
f.  Pesca e Moagens: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro»;
g. Barcos, transporte e passagens: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro»;
h. Santos e Imaginário: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro».
i. «Meu Douro»: Integrada na exposição «Rios Douro», esta publicação será editada no âmbito do projecto «Meu Douro» promovido pelo Serviço Educativo;
j. A estética da água: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro»;
k. Comboio: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro»;
l. Electricidade: Este livro será lançado no âmbito da exposição «Rios Douro».


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